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Pessoa lendo jornal impresso

Veja 7 diferenças entre leitores de jornal impresso e online

É bastante comum que haja diferenças entre os leitores de jornalismo impresso ou online. No entanto, elas estão se tornando cada vez menos acentuadas, uma vez que o jornalismo digital tem ganhado mais força e, em muitos casos, substituído as publicações em papel.

De qualquer forma, ainda existem leitores fiéis do jornalismo impresso. Trata-se, geralmente, de pessoas mais velhas e que têm enraizado o costume de ler diariamente os jornais, por uma questão até mesmo cultural (que se desenvolveu na maioria dos países).

Pensando em fazer um comparativo, reunimos, neste post, as principais características que diferem esses dois tipos de leitores — os leitores de jornal impresso e online. Assim, você saberá como desenvolver estratégias para que seu veículo de comunicação agrade a ambos, no jornalismo impresso ou online.

1. Atenção dada à leitura

É fato que, na internet, existe uma infinidade de conteúdos capazes de dispersar o leitor, que pode ser levado para outra página com um simples clique. Mas isso não quer dizer que o usuário de internet seja menos atento do que aquela pessoa que lê o jornal impresso.

Na verdade, essa questão está mais relacionada com o comportamento de cada indivíduo e com os objetivos que ele tem ao ler uma notícia. Se é comum que as pessoas façam leituras dinâmicas no jornalismo digital, passando apenas pelas manchetes divulgadas em redes sociais, isso também ocorre com leitores de impressos.

Em ambos os casos, os produtores de conteúdo têm a necessidade de criar metodologias para despertar o interesse do leitor sobre o que está sendo dito. No caso do impresso, é comum que sejam feitos cadernos especiais, com ilustrações e um papel diferenciado, que chame a atenção.

Já na internet, o texto pode ser complementado com fotos, vídeos e gifs animados, entre outros recursos que tornem a leitura mais atraente.

2. Tipo de conteúdo buscado

Geralmente, as pessoas que ainda costumam ler jornais impressos têm o hábito de consumir apenas textos, que podem ser longos e completos. Sendo assim, uma reportagem especial feita para esse tipo de jornal pode ter várias páginas, relembrando acontecimentos passados, entrevistando especialistas sobre o assunto abordado etc.

Já o leitor digital tem preferência por menos conteúdo textual e mais interatividade com aquilo que está sendo dito. Em vez de realizar uma entrevista escrita com um especialista em determinado assunto, por exemplo, pode-se fazer um texto mais breve e convidar os leitores para assistirem a uma entrevista ao vivo pelas redes sociais, dando a chance de, inclusive, enviarem perguntas.

3. Estilo de leitura

A leitura no jornal impresso é linear, sempre seguindo uma ordem que vai do início ao fim, assim como quando lemos um romance ou assistimos a um filme. O mesmo não acontece com o leitor digital, que gosta das características do hipertexto, como os hiperlinks complementares.

Dessa forma, se você estiver informando algum acontecimento do poder legislativo de sua cidade, poderá inserir um link para que o leitor recorde outros fatos relacionados ou acesse demais sites que esclareçam dúvidas sobre a temática etc.

Para desenvolver os textos com hiperlinks, no entanto, é preciso ter alguns cuidados. A jornalista Nancy Assad, autora do livro “Marketing de conteúdo: como fazer sua empresa decolar no meio digital”, recomenda que os links sejam apenas complementares ao conteúdo principal, nunca dispersando o leitor para algo que não está relacionado com o tema.

4. Capacidade de interação

Quando falamos em jornalismo impresso ou online, verificamos como antigamente era comum que as pessoas enviassem cartas às redações dos jornais, com opiniões, críticas e pontos de vista sobre situações de destaque. Muitas publicações tinham uma “página do leitor” e publicavam os melhores textos enviados.

Com a ascensão do jornalismo digital, no entanto, grande parte dos veículos abandonou essa prática, pois as pessoas podem interagir por meio das redes sociais. As páginas dos jornais em mídias, como o Facebook, têm espaço para comentários e discussões sobre o assunto.

Os próprios portais de notícias podem ter campos de debate ao final das páginas. Nelas, os leitores podem tecer comentários e, assim, ter mais capacidade de interação do que acontece no jornalismo impresso.

5. Autonomia para a busca de mais informações

Falamos anteriormente em hipertexto, característica que permite que links sejam inseridos em determinadas palavras-chave, direcionando o leitor para outras páginas no portal de notícias. Essa característica também proporciona autonomia para a busca de mais informações.

Imagine, por exemplo, que um crime aconteceu na cidade e foi feita uma reportagem contando sobre o acontecimento. No dia seguinte, o delegado de polícia do município cede uma entrevista, que gera uma nova matéria.

No último texto, podem ser inseridos links para as reportagens anteriores, de modo que o leitor tem autonomia para buscar mais informações sobre o assunto no mesmo portal de notícias. Além disso, o site também pode ter um campo de busca, para o caso de o leitor querer pesquisar sobre um assunto em específico.

6. Habilidade de atualização

O leitor digital tem mais capacidade de atualização do que o leitor do jornal impresso. Isso se justifica porque os portais de notícias podem publicar novidades a cada instante e fazer grandes coberturas em tempo real, inclusive com transmissões ao vivo em vídeo.

No caso dos jornais impressos, somente uma edição por dia é produzida. Assim, algo que acontecer hoje à tarde só será noticiado amanhã de manhã. A atualização dos acontecimentos, portanto, é mais demorada.

A tendência é que, cada vez mais, os veículos de comunicação deixem as publicações impressas em segundo plano, fazendo uma espécie de apanhado geral sobre o que aconteceu no dia anterior. De tal modo, os impressos acabarão se tornando um resumo do que já foi publicado no decorrer do dia, nas publicações digitais.

7. Compartilhamento das notícias

O compartilhamento das notícias também é feito desde o surgimento do jornalismo. Para o leitor do impresso, é comum conversar sobre algo que leu com os seus familiares, com colegas de trabalho ou amigos. Nas conversas do dia a dia, ele acaba propagando o conteúdo dos jornais.

Já o leitor do digital também pode repercutir as notícias pelo boca a boca, mas, na maioria dos casos, o faz nas redes sociais. Ele pode compartilhar as notícias em suas páginas pessoais, fazendo com que seus amigos também tenham acesso ao conteúdo.

Além do post com o link direcionando para o site do portal de notícias, a publicação também pode vir acompanhada de um comentário do usuário acerca do assunto. Assim, ele também dará abertura para um debate com os seus seguidores nas redes sociais. Essas discussões dão brecha para a produção de novos conteúdos, o chamado jornalismo colaborativo.

Para os proprietários de jornais, é interessante saber quais são as diferenças entre leitores de jornal impresso e online. Assim, é possível agradar ao público que já foi conquistado e, também, prospectar mais leitores, por meio das novas tecnologias.

Quer continuar se informando sobre o assunto? Então, que tal saber mais sobre 3 casos de sucesso do jornalismo online? Temos certeza de que será uma boa leitura!

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