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Como a interatividade afeta a Comunicação?

Qual o papel da interatividade no jornalismo para o leitor?

Quando falamos no uso da tecnologia nos veículos de comunicação, a interatividade no jornalismo é um dos primeiros assuntos que vem à cabeça. No entanto, apesar de ter sido muito potencializada com a ascensão da internet, a interação de leitores com periódicos é algo que já tem uma história que antecede o digital.

Neste post, vamos traçar uma linha evolutiva sobre o papel da interatividade nas mídias, no que se refere ao relacionamento com o leitor. Também traremos exemplos de situações em que esse conceito foi colocado em prática. Acompanhe tudo isso nos tópicos a seguir.

A linha do tempo da interatividade no jornalismo

Os historiadores discordam sobre o período em que ocorreu o surgimento do jornalismo como uma atividade profissional. Porém, é consenso que a atividade de escrever notícias começou a ganhar popularidade por volta do ano de 1450, quando o metalúrgico alemão Johannes Gutenberg desenvolveu a primeira prensa tipográfica que permitia a impressão em larga escala.

Com a prensa, surgiu a imprensa, e jornais começaram a circular em diversas localidades do mundo. Em meio a esse cenário, surgiu também a interatividade, pois as pessoas começaram a enviar cartas para as redações dos jornais, com sugestões de pautas, denúncias, críticas, opiniões sobre temas diversos etc.

O tempo passou, o leitor começou a ter mais voz e, a esse fenômeno, a escritora Martha Gabriel chama de “poder do consumidor”. Para essa estudiosa, esse poder surgiu ainda na década de 1970, quando foram lançados os controles remotos das televisões, possibilitando que a mídia fosse moldada de acordo com a vontade do telespectador.

Todavia, o empoderamento do consumidor só atingiu o seu ápice nos anos 2000, quando a internet para uso doméstico se tornou uma realidade para grande parte das pessoas

A interatividade no jornalismo na contemporaneidade

Atualmente, por meio das redes sociais e outros canais de comunicação, as pessoas têm muito mais liberdade para dialogar com os jornalistas ou produtores de conteúdo na web.

É possível deixar comentários nas páginas do periódico no Facebook, contribuir com o envio de fotos e vídeos de acontecimentos que presenciaram etc. Outro fator que caracteriza a interatividade do leitor nos dias atuais é o engajamento de propagação, ou seja, a possibilidade de compartilhar conteúdos e contribuir para que uma notícia ou página seja mais lida por outras pessoas.

Exemplos da utilização da interatividade no jornalismo

Existem diversas maneiras de desenvolver a interatividade no jornalismo. Entre elas, destaca-se a criação de páginas diferenciadas, como a Tocha Olímpica de 2016, criada pelo Globo Esporte, que mostrou em tempo real e com a participação de leitores a trajetória da tocha das olimpíadas em nosso país.

A integração do físico com o digital também proporciona mais interatividade aos leitores, por meio de ações com o uso da realidade aumentada. Para isso, é possível incluir QR Codes nos jornais impressos, que direcionem o leitor para um conteúdo online mais completo, com galeria de fotos e vídeos, por exemplo.

Fazer entrevistas ao vivo, por meio de canais nas redes sociais, também é uma forma de engajar os consumidores de conteúdo com os veículos midiáticos. De tal modo, as pessoas podem interagir ao vivo, enviando sugestões de perguntas para que o jornalista faça ao entrevistado.

Conhecer a história da interatividade no jornalismo é importante para compreender a evolução dessa prática e assim desenvolver ações modernas para chamar a atenção dos consumidores.

Quer saber como engajar ainda mais os consumidores do seu jornal? Você está convidado a ler o nosso artigo “Como criar o conteúdo adequado para minha audiência?”. Ele traz dicas práticas que podem ser muito úteis para a sua empresa jornalística.

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