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Como fazer personalização no jornalismo?

Personalização no jornalismo: entenda os caminhos dessa prática

Já faz algum tempo que a personalização no jornalismo é algo que precisa estar em pauta no planejamento dos responsáveis pela produção de conteúdo informacional. Afinal, a internet e ascensão digital fez com que os consumidores de notícia fiquem cada vez mais seletivos, de modo que a mídia pode se moldar de acordo com a vontade de cada indivíduo.

Essa não é uma realidade atual desde a década de 1970, com o surgimento dos controles remotos, com um simples clique os telespectadores puderam mudar o canal da televisão, moldando a mídia à sua maneira. No entanto, foi apenas com a internet que essa escolha passou a ser ainda mais intensa, pois no caso da TV, por mais que se pudesse escolher um canal, eram as emissoras que definiam as suas programações em horários previamente definidos.

Mas como essa personalização deve ser feita? Existe alguma maneira de criar uma edição exclusiva de um jornal para cada leitor? São esses os questionamentos que tentaremos esclarecer nos tópicos a seguir.

Qual é o papel da filtragem na personalização do jornalismo?

Existem três tipos básicos de filtragem no acesso a conteúdos na web, o que faz com que os internautas tenham a mídia moldada de acordo com a sua preferência, mesmo que eles não tenham consciência disso. Veja a seguir os tipos de filtragens.

Filtragem baseada em conteúdo

Nesse caso, o usuário receberá recomendações de conteúdos similares a outros que ele acessou no passado, por meio da atuação de um sistema de algoritmos. É o que acontece, por exemplo, na plataforma de streaming Netflix, que recomenda filmes e séries de terror para quem já assistiu outros títulos desse gênero.

Filtragem colaborativa

Também com base em algoritmos, o usuário recebe recomendações de acordo com preferências de outras pessoas que acessaram aquele conteúdo. Isso é muito comum em e-commerces, quando compramos um livro e uma seção diz “pessoas que compraram essa obra também se interessaram por essas”, trazendo mais opções para o consumidor.

Filtragem híbrida

Trata-se da mescla das duas alternativas anteriores, com a personalização sendo baseada em conteúdo e colaborativa ao mesmo tempo.

Cada um dos tipos de filtragem pode ser adotado em um portal de notícias, de modo que a mídia será adequada automaticamente de acordo com as preferências de cada leitor. Se uma pessoa se interessa pelo tema de política, por exemplo, poderá receber mais conteúdo desse tipo, o mesmo ocorre com as seções de esportes, comportamento, entre outras que fizerem parte do seu veículo.

Como personalizar conteúdo no jornalismo digital?

Existem algumas maneiras que podem ser adotadas pelos jornalistas para que a distribuição de conteúdos seja mais personalizada para os leitores. Falaremos brevemente sobre duas delas: o uso de hiperlinks e as hashtags

Hiperlinks

Os hiperlinks são trechos do texto que podem ser marcados em palavras-chave que direcionem o leitor para outras páginas com a mesma temática. Se ao noticiar uma investigação policial, por exemplo, o jornalista deseja que leitor relembre acontecimentos anteriores que fizeram com que as circunstâncias chegassem até a atual, pode hiperlinkar reportagens antigas no texto.

Hashtags

As redes sociais são o principal meio que os jornais usam para divulgar as suas matérias e reportagens. No Facebook, Twitter e Instagram é possível marcar os posts com hashtags, segmentação que é feita por meio do símbolo da cerquilha (#). Assim, quando as pessoas clicarem sobre a palavra-chave destacada, acessarão a outros conteúdos relacionados.

Em março de 2018, quando ocorreu o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, tornou-se popular a hashtag #MariellePresente, de modo que vários jornais marcaram seus posts sobre o assunto com essa palavra-chave, por exemplo.

Conseguiu entender um pouco mais sobre a personalização no jornalismo? Trata-se de uma medida importante para todos os produtores de conteúdo para internet e por isso é relevante se adaptar.

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