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O que significa para os editores a mudança no feed de notícias do Facebook?

O que significa para os editores a mudança no feed de notícias do Facebook?

Em janeiro de 2018 o Facebook anunciou que, pela primeira vez após a implementação de anúncios no feed de notícias, voltará a priorizar postagens de amigos e familiares no feed de notícias dos usuários. E essa mudança no feed de notícias do Facebook faz diferença para os editores? Sim, isso significa que posts de editores ou de marcas terão ainda menos prioridades no algoritmo da plataforma.

Ultimamente os editores possuem muitos motivos para estarem chateados com o Facebook. Com esse novo anúncio, parece que o sentimento vai perdurar por mais algum tempo. Os novos executivos do Facebook estão preocupados com tamanho poder de influência que a rede está ganhando. E por isso o anúncio não é nenhuma surpresa.

O Facebook foi criado para ser uma rede social e não uma plataforma de notícias. Seu feed de notícias foi pensado para funcionar como um meio de interação entre amigos e familiares e não como um feed de notícias para interação entre a mídia e seus leitores. Era de se esperar que, em algum momento, a essência de sua criação tornasse a falar mais alto. Ainda mais após tantos escândalos envolvendo o poder que a rede social possui para influenciar seus usuários em assuntos como manipulação de votos e fake news. O Facebook está utilizando do momento para balancear as preferências de seus usuários com amigos e familiares, sem deixar de lado seus usuários editores e midiáticos. E o formato utilizado para isso, é a mudança no feed de notícias do Facebook.

Durante um Webinar realizado pela International News Media Association , Grzegorz Piechota, que passou os últimos 18 meses estudando Padrões de Interrupção por Meio de Tecnologias em Todos os Setores, falou sobre as mudanças anunciadas pelo Facebook:
“O Facebook está nos dizendo que está mudando o seu algoritmo novamente. Eles estão sendo otimistas quanto ao poder de interação entre as pessoas dentro de seu feed de notícias. E ao mesmo tempo, nós estamos sendo pessimistas achando que seu volume em termos de tempo gasto pelos usuários em sua rede será menor a partir dessas mudanças”.

O que essa mudança no feed de notícias do Facebook quer dizer aos editores?

“Não é a primeira vez que o Facebook faz esse tipo de balanço. Eu não acho que algum dia eles vão deixar a essência de ser uma rede social para se tornarem uma empresa de distribuição em massa de notícias.”. Disse, Piechota.

O Facebook está fazendo algo que costuma fazer de tempos em tempos. E as porcentagens da mudança já são conhecidas. Espera-se um resultado entre 4% e 12% de queda nas visualizações de páginas de notícias que usam o Facebook como distribuidor para alcançar seus leitores.

O que nós, como editores, podemos fazer diante desta mudança no feed de notícias do Facebook?

Muitos de nós, tem gasto uma boa quantia em dinheiro para criar anúncios no Facebook e acabamos escrevendo reportagens medianas. Isso acontece porque nosso investimento em propaganda se tornou maior que o nosso investimento em escrita. Agora será um bom momento para voltarmos aos textos e fazer com que eles mereçam ser lidos e replicados sem que precisemos pagar tanto por anúncios. Agora os textos devem “vender” por seu conteúdo (como nunca deveria ter deixado de ser).

“Se você conseguir entender como o tráfego de notícias chega até você, é como você usará para que as suas notícias cheguem aos outros”. Comentou, Piechota.

Táticas responsivas:

– Compartilhe em sua página pessoal o seu próprio trabalho
– Compartilhe sua pagina de publicações em grupos

Growth Hacking com influenciadores:

“A nova oportunidade é a de contar com micro influenciadores. Estamos falando de pessoas que não são grandes celebridades. Mas que tem grande influência em determinados nichos de mercado”. Foi a dica dada por Piechota.

Growth Hacking com grupos:

No Facebook, depois de interagir com familiares e amigos, nós temos como prioridade a interação com os grupos. Os editores deveriam utilizar desses espaços para atingir o público e divulgar seus textos. Podem inclusive, criar seus próprios grupos que abriguem nichos para falar de determinados assuntos ou partilhar de determinados textos.

Piechota chama a atenção para o fato de que o engajamento do público dentro dos grupos é muito maior do que em páginas. Pesquisas mostram que enquanto a interação com páginas conta com 1%, dentro dos grupos o número chega a 20%.

E o que levamos disso?

Após tantas mudanças e informações, há chegada a hora de sentar meio a seus textos e reciclar a sua rede social. Reveja seu modelo de negócio, adapte-se às mudanças de forma rápida e não deixe que o seu negócio fique para trás. A internet veio para agilizar nossa vida. Basta sabermos utiliza-la de forma correta.

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