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Conteúdo e Informação para a Geração Z

Notícia, Conteúdo e Informação para a Geração Z: Como falar com a próxima geração?

O que você sabe sobre a entrega de notícias para a nova geração? Como falar com aqueles que talvez nunca tenham pego em um jornal de papel? Pesquise e tenha cuidado ao falar com a próxima geração. Falaremos sobre como entregar notícia, conteúdo e informação para a geração Z.

Angela Everitt, diretora de estratégias criativas do The Economist Group, esteve em contato com o INMA (International News Media Association) para contar sobre a sua experiência ao se relacionar com a geração dos Millennials e como foi a estratégia para que um gigante, como o The Economist Group, pudesse estar em contato com esse público.

“Quando a primeira onda dos nascidos da geração Z chegou ao mercado, eu trabalhava em uma empresa que publicava revistas para marcas. Um de nossos clientes era uma operadora de telefonia móvel. Lembro-me de na época cogitarmos a possibilidade de criarmos na revista uma matéria sobre o porque os adolescentes deveriam ter celulares”. Relembrou, Everitt.

O quão patética essa matéria seria hoje em dia? De acordo com os dados coletados pela empresa Influence Central, crianças de 10 anos estão ganhando seus primeiros celulares e 50% das crianças de 12 anos já fazem parte de redes sociais e tem suas próprias contas.

Agora, passado algum tempo e com alguma experiência a mais profissional, a geração Z (os nascidos entre 1996 e 2011) está na mira dos profissionais de marketing. Esses adolescentes além de possuírem celulares, tem em seus dispositivos acesso a tudo que é essencial para suas vidas (social ou profissionalmente falando).

De acordo com as pesquisas da empresa Awesomeness, que é focada em Geração Z, 71% do consumo de entretenimento dos adolescentes é feito via streaming. Onde 1/3 é visto por celular e 58% ainda dizem que conteúdos em vídeos são melhores para o aprendizado.

Nota-se uma predominância em conteúdo visual. O Youtube reina em meio as plataformas disponíveis para essa geração. Mas logo atrás temos Facebook, Instagram e Snapchat. Cabe a cada uma das empresas entenderem qual o formato de vídeo ideal para cada uma das plataformas (vídeos longos ou curtos).

Mas qual o conteúdo que deve ser divulgado? O que devemos falar nessas plataformas? De acordo com o estudo recente da Time inc. O conteúdo deve ser “novo, único e criativo” para que chamem atenção dessa geração. “Apenas” isso.

“Eu penso que a chave para se entregar um bom conteúdo a nova geração, você precisa recorrer a estudos, precisa ouvir o público, procure por o que eles dizem em suas redes sociais ou recorra a pesquisas. Mesmo os melhores profissionais de marketing, podem recorrer a estereótipos preguiçosos as vezes”. Disse, Angela.

Uma dica, é que nos atentemos a um traço específico da geração. Os Millenials são obcecados por si mesmos. Quando o The Economist lançou sua conta no Snapchat, muitas pessoas ficaram de sobrancelha erguida. Mas tenha certeza de que não foi por acaso que eles escolheram essa plataforma. Ela era perfeita para que pudéssemos entregar notícia, conteúdo e informação, num local conhecido por eles.

Em pesquisa, o jornal entendeu que a maioria dos adolescentes tinham curiosidade sobre o que ocorria no mundo e que 72% deles buscavam por conteúdo online para se atualizarem. Eles criaram uma conta no Snapchat com o intuito de que funcionasse como um canal. Apenas se moldaram para trabalhar a notícia de forma que os jovens entendessem e se interessassem.

“Usamos, por exemplo, chamadas curtas e diretas: Trump irá realmente construir um muro? Os app vão acabar com os carros? Entre outras e até agora tivemos sete milhões de visualizações.”. Exemplificou, Angela.

O público jovem é engajado e muito perspicaz. Eles estão vivendo o melhor e o pior momento dos tempos. Eles estão atingindo a maturidade num momento brutal da economia. Mas, apesar disso, eles viram momentos positivos de mudanças sociais, com a legalização do casamento gay e a crescente aceitação. Ou pelo menos o aumento de diálogo em torno de assuntos como os direitos dos transgêneros, por exemplo.

Enquanto 79% dos Millennials preferem comprar produtos de uma empresa que opera com propósitos sociais, 87% acreditam que é difícil diferenciar aquelas que realmente trabalham com um propósito social daquelas que estão apenas tentando vender produtos.

Os desafios de se conectar com essa nova geração, pode ser muito bom. Faz com que nos reciclemos e nos exige criatividade em todo o processo de criação e de execução de conteúdo. Isso pode ser bom para todos desde que possamos entender como entregar notícia, conteúdo e informação.

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