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Jornalismo colaborativo pode ser de grande ajuda no crescimento das redações

Jornalismo colaborativo: não ignore mais a participação do público

O termo jornalismo colaborativo está em alta nos estudos da comunicação, pois é uma tendência cada vez mais forte nas redações dos jornais. Afinal, as redes sociais empoderaram o consumidor de conteúdo, que agora tem voz e é um agente ativo na produção de notícias.

Com o objetivo de esclarecer dúvidas que os jornalistas tradicionais ainda têm sobre esse assunto, desenvolvemos este post. Continue a leitura e entenda por que você não pode mais ignorar a participação do público em seu jornal.

O que é o jornalismo colaborativo?

Se você é jornalista, deve se lembrar de que, em algum momento da faculdade, estudou as teorias da comunicação, não é mesmo? Uma delas é a “bullet theory”, ou teoria das balas mágicas, como é chamada em alguns livros traduzidos.

Na teoria das balas mágicas, os meios de comunicação atingem os consumidores passivos, de modo que uma mesma mensagem é recebida de forma imediata por todos. Esse modelo era muito comum até meados da década de 1990, quando ascendeu a internet.

Atualmente, o consumidor é ativo. Ele comenta publicações nas redes sociais, participa de debates nos portais de notícias, além de moldar as mídias à sua maneira, escolhendo o que quer ou não consumir.

Quando essa participação do consumidor é estimulada pelos veículos de comunicação, que tiram proveito das informações fornecidas pelo público, temos o chamado jornalismo colaborativo.

Quais são os efeitos do jornalismo colaborativo em uma redação?

O jornalismo colaborativo impacta as redações jornalísticas de diversas formas. Os principais efeitos são:

Facilidade para publicar e editar notícias online

Os meios digitais permitem a edição imediata de textos. Logo, se um jornalista publicou uma informação errada, escreveu uma palavra com erro ortográfico, entre outras situações, e o público alertá-lo para isso, pode ser feita a retificação imediata.

Publicação em diversos formatos

A internet possibilita que os conteúdos tenham diversos formatos, como textos, imagens, vídeos etc. Com isso, se um leitor envia um vídeo de algo que ele presenciou, o material pode ser incorporado à notícia.

Mais espaço para a interatividade

As caixas para comentários nos sites e nas redes sociais, como o Facebook, permitem que os consumidores de notícias tenham mais espaço para interagir com os veículos de comunicação. Eles podem comentar os conteúdos, contribuir com envio de materiais, participar de enquetes etc.

Maior dedicação à verificação dos fatos

Por mais que os materiais enviado pelos leitores sejam úteis, a ética jornalística deve ser sempre levada em primeiro lugar e o rigor para a apuração dos fatos deve ser ainda mais forte. Na internet circula muitas fake news, e seu jornal perderá credibilidade se publicá-las — mesmo que por engano.

Responsabilidade de o jornal dar os devidos créditos

A questão de direitos autorais também deve ser preservada no jornalismo colaborativo. Logo, se você recebeu uma foto de um leitor que presenciou um evento noticiado pelo seu jornal, por exemplo, deve-se dar os créditos a essa pessoa. Afinal, a foto é uma produção dele, que apenas a cedeu para o jornal.

Como vimos, o jornalismo colaborativo, de modo geral, traz diversos benefícios para os veículos de comunicação. Porém, é preciso tomar alguns cuidados — como os que apresentamos neste artigo.

Já que estamos falando sobre colaboração, agora é a sua vez de participar e interagir conosco! Deixe um comentário e conte-nos como você trabalha com o jornalismo colaborativo em seu jornal!

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