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Você sabe que o valor de negócio no setor de Mídias cresceu?

Fusões Globais de Mídias e o seu valor de negócio

Segundo o jornal The New York Times, o valor de negócio no setor de Mídias cresceu. Só no final do primeiro trimestre do ano de 2018, o crescimento foi de 440% se comparado com o ano anterior. O valo de negócio em Mídias cresceu de 60,3 bilhões de dólares em 2017, para 323 bilhões de dólares em 2018.

Mas de onde vem todo esse aumento, se o mundo inteiro está tentando sair da crise?

Bom, podemos dizer que grande parte do crescimento se dá pelo número crescente de fusões que tem ocorrido no setor de mídias. Como área que mais efetuou fusões temos a do rádio. Mas também vimos alguns representantes da publicação de notícias, que inclusive promete ser a próxima área a investir nesse tipo de negociação.

Na Grã-Bretanha, a Johnston Press, que possui mais de 200 títulos regionais (e locais) de notícias no país, incluindo o compacto diário escocês Scotsman, anunciou que a empresa está à venda depois de não conseguir o refinanciamento. Nos Estados Unidos, a especulação continua sobre o acordo McClatchy-Tribune Publishing. A McClatchy possui mais de 30 jornais em 14 estados, e as marcas de notícias da Tribune incluem o Chicago Tribune e o Baltimore Sun, entre outros jornais.

“Essa negociação abre uma série de cenários fascinantes para a consolidação acelerada de jornais diários em meio à contínua desaceleração dos negócios”. Comentou Ken Doctor, do portal de notícias Newseconomics.

Na Austrália, uma fusão entre a empresa de radiodifusão Nine Entertainment e a Fairfax Media (uma das maiores editoras de notícias) aguarda a autorização da autoridade de concorrência. Já na Nova Zelândia, a fusão entre duas das maiores editoras de notícias impressas e on-line, a NZME e a Stuff, foi recusada pela terceira vez em setembro. A decisão da fusão da Nova Zelândia propõe que a escala não é a única coisa que importa no mercado de mídia, embora alguns possam discordar. Em uma entrevista recente, o vice-presidente da 21st Century Fox, Chase Cary, argumentou que as empresas de mídia precisam de uma escala para competir.

E qual a explicação para esse novo movimento de fusões?

As empresas de notícias usam cada vez mais da Inteligência Artificial para personalizar seus serviços, personalizar seu conteúdo e, principalmente, para direcionar corretamente sua publicidade. Devido as novas tecnologias disponíveis, as empresas de mídia vão acabar por se tornar menores (em termos de número de colaboradores).

“O futuro é mais provável de pertencer a empresas que têm um número menor de gerentes supervisionando máquinas e freelancers, e a economia do gig como um todo”. Disse a comentarista de políticas públicas da New America, Anne-Marie Slaughter.

Em artigo publicado na Forbes o CEO da Linius Technologies, Chris Richardson escreveu: “Conteúdo hiper-personalizado, com curadoria de um algoritmo treinado que aprende suas preferências ao longo do tempo e outras automações que já são usadas em várias redações (como na Bloomberg e na Associated Press). Isso fornece conteúdo de notícias mais rápido, em escala e com menor custo”.

Mudanças importantes e inovações bem vindas para um setor que precisa aumentar sua receita para seguir vivo em um mundo competitivo e cada vez mais rápido e sedento por informação. A partir de todas as constatações apresentadas nesse artigo, fica mais fácil de entendermos o motivo dessas fusões maciças de mídias e economia de escala. Estamos entrando em um mundo definido pela economia gig, automação e inteligência artificial.

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