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Coronavírus: O que a imprensa tem aprendido com a pandemia

No mundo todo, a rápida disseminação do novo coronavírus trouxe, para diversos setores, incertezas econômicas. 

Seja via telas de TV e smartphones, seja por meio de áudios de podcasts e de emissoras de rádio, a população caminhou em direção à necessidade de obter informação relevante, enquanto os meios jornalísticos seguem na direção de tentar desacelerar a disseminação do vírus por meio do oferecimento de informação qualificada às pessoas. 

A forma como era feito o jornalismo mudou, e com isso a imprensa em geral tem aprendido lições valiosas e a população aprendido a valorizar esses profissionais. 

A pandemia trouxe o caos, mas também trouxe benefícios e a valorização da imprensa e do trabalho árduo que esses profissionais têm tido para nos manter informados a todo instante sobre o avanço do vírus e com demais notícias relacionadas. Hoje vamos ver o que a imprensa tem aprendido com a pandemia e quais as mudanças que isso trouxe ao mercado jornalístico. 

Aumento no número de assinaturas

Ainda que a pandemia de coronavírus tenha causado uma queda na demanda por publicidade, as assinaturas digitais aumentaram no mês de março.

A FIPP publicou um artigo no qual consta que o volume de assinaturas digitais começou acelerar, devido a procura dos leitores por jornais e portais de notícias confiáveis para mantê-los informados sobre a pandemia.

O Publishing Insider cita um estudo do consultor da indústria de jornais Mather Economics, que constatou que os volumes de assinatura digitais aceleraram de 24 de fevereiro a 23 de março, levando um crescimento total da circulação de 3,3%.

O estudo diz que os os jornais e portais de notícia com mais de 25.000 leitores obtiveram o maior crescimento no mês passado, com 5,8%. Os editores com 2.500 a 10.00 leitores tiveram os menores ganhos em 1,2%, segundo a pesquisa. 

Essa constatação vem sendo apoiada pelas estatísticas de março do Global Web Index para audiências entre 16 e 64 anos EUA e no Reino Unido, que indicam que as quatro principais gerações de consumidores (geração Z, geração milênio, geração X e boomers) estão buscando cada vez mais jornais e portais de notícia online para manter-se atualizados sobre o avanço do COVID-19, bem como outros assuntos de interesse mundial.

Os dados mostram que cerca de 44% da geração X hoje prefere ler online para coletar informações. Para geração Z são 40%, a geração Y 37% e os Boomers 32%. Números bastante significativos e mais altos em relação àqueles que recorrem apenas as mídias sociais para manter-se informados. 

A reapreciação da notícia local

Conforme a crise se intensificou, as pessoas não só buscam informações precisas, mas essencialmente informações locais.

Por exemplo, o portal de notícias “InYourArea” criado em 2017 por uma das maiores editoras de notícia nacional e regional do Reino Unido, Reach, tem se mostrado um utilitário extremamente valioso para o público do Reino Unido durante a pandemia 

O site coleta fontes de notícias confiáveis e cria widgets de dados úteis com o objetivo de manter as comunidades locais informadas sobre acontecimentos importantes. 

A desinformação sendo levada a sério 

Informações erradas sobre o COVID-19 continuam sendo abundantes. Várias plataformas de mídia social estão tentando combater essa fake news, como Facebook e Twitter. 

Um exemplo disso foi o que aconteceu na Índia, onde a desinformação levou à violência pública, o Facebook criou um Corona Helpdesk Chatbot em sua plataforma Messenger.

O objetivo é conscientizar, fornecer informações autênticas e precisas para desmascarar notícias falsas sobre o vírus.

A iniciativa foi tomada depois que o governo indiano emitiu um comunicado às empresas de mídia social para que reprimissem a circulação de informações falsas e dados não verificados sobre o surto. 

O jornalismo tornou-se uma causa de caridade

A National Geographic Society, criou um fundo de emergência para repórteres em todo o mundo, que cobrem a pandemia. A sociedade afirma em uma declaração que, em qualquer crise, o jornalismo de serviço público mantém os leitores informados e conectados. “Para atingir esse objetivo, um foco principal é fornecer notícias hiperlocal para áreas carentes, sem informações críticas.” 

A sociedade diz que seu fundo “distribuirá apoio que varia de US$ 1.000 a US$ 8.000 para cobertura local, resposta e impacto dessa pandemia global, como pode ser visto através de relatórios baseados em evidências. Além dos relatórios sobre saúde médica e física relacionados ao COVID-19, incentivamos especialmente os relatórios que cobrem questões sociais, emocionais, econômicas e de equidade.”

O Facebook da mesma forma anunciou um investimento de US$ 100 milhões para apoiar o setor de notícias com uma importante cobertura pandêmica do COVID-19.

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