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Novos Modelos de Negócios do Jornalismo estão mudando o jogo

Conheça os novos modelos de negócios para o jornalismo

O jornalismo é uma área que se reinventa de tempos em tempos, e novos modelos de negócios surgem no segmento. Por esse motivo, é importante que os proprietários de empresas jornalísticas estejam sempre atentos às tendências em seu setor de atuação.

Na atualidade, as plataformas digitais e as mudanças na forma como as pessoas leem notícias fazem com que os jornais precisem se adaptar às novas realidades. Isso não quer dizer que o jornal impresso precisa ser abolido, pois o leitor tradicional ainda existe, mas que os novos meios de divulgação, como os portais de notícias e as redes sociais, devem ser mais bem explorados.

Para que você saiba um pouco mais sobre os novos modelo de negócios no jornalismo, elaboramos uma lista com os principais e explicaremos cada um a seguir. Confira!

Crowdfunding

Em tradução literal da língua inglesa, crownfunding significa “financiamento pela multidão”. Isso quer dizer que, nessa modalidade de negócio, várias pessoas podem investir pequenos valores em uma empresa na internet, de modo que a ideia do proprietário seja colocada em prática.

No jornalismo, esse novo modelo de negócio pode ser explorado, principalmente, quando um projeto não tem fins lucrativos, ou então quando ainda está no início e não há a possibilidade de grandes investimentos.

Um exemplo do crowfunding pode ser visto ao analisarmos o funcionamento da revista digital Calle 2, que existe desde 2015, e tem, em seu quadro de colaboradores, três jornalistas e um designer.

Com o objetivo de intensificar a produção de jornalismo literário, inspirada nas obras do escritor e jornalista colombiano Gabriel García Márquez, a revista é financiada pelos próprios leitores, que fazem doações de quantias diversas para que o projeto seja mantido.

Captação de dados por redes sociais

Quando as pessoas participam de redes sociais, informam dados a todo instante, como o seu endereço, o local de trabalho, a universidade em que estuda, as bandas que gosta de ouvir, o time pelo qual torce, as séries ou programas de TV preferidos etc.

Todos esses dados podem ser úteis para captar informações e desenvolver um conteúdo jornalístico para determinados nichos de público.

Desse modo, se um jornal online tem uma coluna de entretenimento com reviews de jogos e seriados, por exemplo, pode impulsionar esse conteúdo nas redes sociais, para que ele seja mostrado para pessoas que têm um perfil que consome esse tipo de material. O mesmo vale para seções de saúde, economia, música, entre tantas outras que podem fazer parte do portal.

Essa segmentação é importante, pois você pode argumentar com seus anunciantes que as pessoas que leem o conteúdo que você produz são realmente consumidores em potencial para as marcas, pois cada seção pode ter anúncios específicos.

Imagine, por exemplo, uma loja que vende artigos esportivos. Para esse tipo de anunciante, vale muito mais a pena anunciar nos conteúdos que falam sobre esportes do que na parte do portal que fala sobre política, assuntos policiais ou qualquer outra temática. Com a segmentação, as marcas estarão mais próximas do seu público-alvo e verão mais vantagens em anunciar no seu portal.

Pesquisas online

Outro modelo de rentabilização são as pesquisas online para empresas privadas por meio dos portais de notícias.

Se uma rede de supermercados da cidade em que você atua queira saber se uma nova loja do grupo seria bem recebida em determinado bairro, por exemplo, você pode oferecer a proposta* de uma enquete no portal de notícias, de modo que os leitores possam votar e deixar a sua opinião sobre o assunto. Isso fará com que os gestores da rede de supermercados avaliem se é viável ou não a instalação de uma nova loja.

Esse modelo de negócio já é adotado por alguns portais de notícias brasileiros, como o Poder360, que também rentabiliza o negócio por meio da venda de anúncios e de um sistema de assinatura de newsletter.

Conteúdo patrocinado

Os conteúdos patrocinados são matérias ou reportagens desenvolvidas para promover uma empresa ou marca. Também conhecido como publicidade nativa, essa prática é uma boa manera de divulgar negócios locais e aumentar a lucratividade de um jornal ou portal de notícias.

Se uma loja de roupas comprar esse serviço, por exemplo, o jornal poderá produzir uma reportagem falando sobre tendências de moda para a próxima estação e entrevistar o proprietário do estabelecimento, mostrando as peças disponíveis para venda em seu comércio.

O conteúdo patrocinado é um modelo de negócios mais interessantes para as empresas jornalísticas, uma vez que os leitores não veem esse tipo de ação como publicidade. Logo, um conteúdo pago por uma empresa gera mais engajamento do que um banner no site, por exemplo.

Assinaturas recorrentes

As assinaturas recorrentes funcionam por meio de ferramentas, como o paywall. A ideia é que os leitores paguem um valor para terem acesso ao portal de notícias em sua totalidade. De tal maneira, a renda do jornal se manterá da mesma forma como funcionava e funciona até hoje as assinaturas de jornais impressos.

Outra funcionalidade interessante que os sistemas de paywall proporcionam é que o leitor tem um limite de matérias de degustação para ler. Assim, ele poderá ler 5 conteúdos gratuitos por mês, por exemplo, e ser direcionado para uma página em que pode fazer a assinatura depois disso.

A grande maioria dos jornais do Brasil e do mundo, embora não sobrevivam unicamente da assinatura recorrente, utilizam esse sistema para ter uma boa lucratividade. Em alguns casos também é feita a venda casada de assinatura online com a assinatura física.

É importante lembrar que, se antigamente havia preconceito com assinaturas digitais, hoje em dia essa realidade tem deixado de existir. Muito por conta da popularidade de serviços de streaming, como o Spotify e o Netflix, as pessoas estão se acostumando a pagar para acessar conteúdos pela internet.

Micropagamentos

Os micropagamentos também são um bom exemplo de novo modelo de negócios para jornais. Eles possibilitam que os leitores paguem para ler a um único conteúdo específico, caso não tenham interesse em fazer uma assinatura recorrente, por exemplo.

Esse método já é utilizado há bastante tempo pela Blendle, uma plataforma de notícias muito popular na Holanda. O site licencia conteúdos de jornais de toda a Europa e dos Estados Unidos e os vende por um valor acessível.

Para ter acesso a um conteúdo publicado na Blendle, os usuários pagam por valores que variam entre 10 e 90 centavos. Se adotar esse sistema em seu jornal, você terá um aumento em sua renda, bem como mais presença na comunidade em que atua.

E então, algum dos novos modelos de negócios para o jornalismo chamou a sua atenção? Vale a pena refletir sobre cada um deles e verificar se a ideia pode ser interessante para o seu jornal.

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