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Beneficio de tratar seu leitor como membro do jornal

Conheça os benefícios de tratar seus leitores como membros do seu jornal

As mídias de notícias já não são as únicas no mercado a trabalhar com modelo de assinatura para seus clientes. Esse foi o alerta que Robbie Kellman Baxter, autora de The Membership Economy, deu ao subir no palco do evento INMA Media Subscriptions Summit que aconteceu em Abril deste ano em Londres. Então prepare-se para conhecer os benefícios de tratar seu leitores como membros do seu jornal:

No primeiro dia do evento, tivemos no mesmo palco Robbie Baxter e Gzregorz Piechota que em sua última pesquisa desenvolvida na Universidade de Oxford abordou Inovação no Modelo de Negócio e Interrupção Digital. Ambos palestraram sobre como o modelo de negócio de assinaturas tem se espalhado por mercados nunca antes pensados.

“Virtualmente, todos os tipos de indústria estão se encaminhando para o modelo de assinaturas”. Disse, Baxter.

Isso vai muito além de empresas grandes e inovadoras, como Netflix e Spotify. Uma empresa de impressoras 3-D, por exemplo, precisa de usuários/compradores para que se mantenha em produção. As empresas precisam de demanda para que possam exercer seus serviços ou fabricar seus produtos. Até mesmo as pequenas empresas, como consultórios de dentistas (ou qualquer outra), estão entendendo que o modelo de assinaturas pode garantir a fidelidade de seu público. E assim manter suas receitas.

E porque o modelo de assinaturas?

“Eu diria que tem total relação com o relacionamento. Provavelmente o principal motivo para que esse modelo esteja em expansão nos mercados, seja porque a internet tem uma extensão tão ampla que dificulte (ou até inviabilize) a relação de confiança do cliente com a empresa”, comentou Baxter.

Essa relação de confiança é um contrato e, com isso, um investimento a longo prazo. “Vemos que enquanto o modelo de assinaturas é o assunto principal nas empresas e nos eventos. O modelo freemium ficou para trás. Não se comenta, ficou esquecido e ultrapassado”. Retomou o assunto, Piechota.

“Eu acredito que o modelo freemium começou muito antes de invenção da internet”. Disse, Piechota.

Provavelmente por isso tenha ficado ultrapassado. O modelo não teve atualizações. E muitos outros surgiram após este. A internet nos deu novas possibilidades e continua nos dando. Os modelos de negócio devem se atualizar e constantemente se adaptar as mudanças. O modelo de assinaturas já é uma realidade e os negócios que querem se manter ou crescer não podem deixar de notar isso.

Em 13 de Setembro de 1987, o jornal New York Times tinha mais de mil páginas de conteúdo e anúncios. O jornal custava apenas U$1,25. “Nós estávamos praticamente dando nosso jornal de graça. E isso era apenas para darmos maior alcance aos nossos anunciantes”. Lembrou, Piechota.

Isso é basicamente o que está acontecendo com os publishers e editores que ainda trabalham no modelo freemium.

“Eles querem maximizar sua penetração no mercado da maneira mais barata possível. E isso acaba por entregar conteúdo raso e básico”, disse Piechota.

Enquanto os publishers reavaliam seu modelo de negócio, eles podem inclusive reaver seus modelos de preço. O preço e a confiança estão conectados de certa forma.

“Com preços dinâmicos, que mudam conforme a hierarquia. Ou que são negociáveis conforme a necessidade de retenção. São motivo de desconfiança perante ao público”. Disse, Braxter.

Com preços complexos, sua confiança fica abalada. Os leitores não querem sentir que tem que ser experts em tabela de preços ou sentir que estão sendo enganados. No modelo de assinaturas, você acaba por decidir um preço. Isso é uma tática e não apenas uma estratégia.

A assinatura é uma mentalidade a qual os editores acabam por entender o seu valor e o valor de seus leitores. Simplificar o caminho para as assinaturas é um aspecto qual os editores devem pensar e a partir daí repensar seu modelo de negócio.

Quando se tem um púbico leal, você pode se focar em oferecer o melhor conteúdo ao invés de correr constantemente atrás de leitores. Ter membros é a forma perfeita para que jornais e revistas mantenham um relacionamento com os leitores/membros. É um modelo ganha-ganha.

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