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As redes sociais e seus impactos na forma como consumimos notícias

Você conhece alguém que não esteja presente em pelo menos uma rede social? O uso do Facebook, do Instagram, do Twitter, entre outras redes, já se tornou uma prática comum no cotidiano de muitas pessoas. As mídias sociais são utilizadas para fins de entretenimento, para busca de informações, conversas com amigos, etc.

Dentro desse contexto, as redes sociais e seus impactos estão mudando a forma como consumimos notícias de modo geral. É importante que os jornalistas e proprietários de veículos de comunicação se adaptem e compreendam essa nova realidade.

Listamos e comentamos alguns dos principais impactos que as redes sociais têm causado na forma como consumimos notícias, confira a seguir!

Fake news

As fake news, como o próprio nome em inglês sugere, são notícias falsas veiculadas na internet. Elas são criadas por pessoas com más intenções, que desejam fazer com que uma grande quantidade de usuários das redes acredite em uma informação irreal.

Trata-se de um problema grave, uma vez que a disseminação de fake news pode influenciar as pessoas a consumirem um determinado produto de forma errada, criarem falso julgamento sobre assuntos ou indivíduos, entre outras questões.

Na recente eleição presidencial de 2018, que elegeu Jair Bolsonaro presidente do Brasil, foram diversas as acusações de disseminação de fake news, tanto pelo lado do candidato eleito, do Partido Social Liberal (PSL), quanto pelo candidato derrotado, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT).

Cabe aos meios de comunicação confiáveis filtrar essas informações falsas, fazer checagens e levar informação séria e de qualidade para os seus públicos.

Jornalismo colaborativo

Se, por um lado, usuários mal-intencionados podem criar fake news, por outro, os bem-intencionados podem contribuir para o exercício do jornalismo de qualidade, interagindo com os produtores de conteúdo. Quando falamos em redes sociais e seus impactos, esse é um dos principais pontos positivos.

Por meio das redes sociais, os leitores podem deixar comentários com sugestões de reportagens ou denúncias, contribuir com o envio de fotos e vídeos de eventos que presenciaram, etc.

Isso tudo faz com que o jornalismo se torne mais colaborativo, uma verdadeira via de mão dupla, como se espera de qualquer processo comunicacional.

Linguagem própria

As redes sociais têm uma linguagem própria e os veículos de comunicação que nela atuam precisam se adaptar.

Exemplo de algo que é específico das mídias sociais é o uso de hashtags — palavras-chave precedidas do símbolo da cerquilha (#) que representam a categorização de um conteúdo.

Assim, um portal de notícias que compartilha suas publicações no Facebook, por exemplo, pode criar uma hashtag para cada editoria, como #Polícia, #Esportes, etc. Quando clica na palavra-chave, o leitor é direcionado para todos os posts com essa marcação.

Produção de conteúdos multimídia

Outro ponto interessante das redes sociais é que elas permitem a produção de conteúdos multimídia, mesclando textos com vídeos e imagens. Tudo isso pode ser feito de forma bastante próxima do usuário, que interage em tempo real.

Um exemplo são as entrevistas ao vivo, que podem ser feitas pela página no Facebook ou canal no YouTube do jornal. Enquanto conversa com o entrevistado, o jornalista também pode selecionar perguntas enviadas via chat pelas pessoas que estão acompanhando a transmissão, proporcionando a interatividade em um conteúdo multimídia.

Não é novidade que as redes sociais e seus impactos na forma como consumimos notícias estão reinventando o jornalismo. O que precisa ser destacado é que esses canais não devem ser vistos como uma ameaça, mas sim como aliados dos meios de comunicação. Afinal, com participação popular e apuração jornalística unidas, as mídias digitais conseguirão aproximar ainda mais o seu público.

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