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Apple exigirá de aplicativos ‘rótulos’ de privacidade a partir de 8 de dezembro

A Apple lançou uma coleção de recursos de privacidade ao anunciar o seu mais novo lançamento: iOS 14, mas o conceito de “rótulo” de privacidade da empresa não chegou com o lançamento do novo sistema operacional em setembro. No último dia 05, a Apple anunciou que os desenvolvedores de apps serão obrigados a fornecer as informações para esses “rótulos” a partir de 8 de dezembro.

Os “rótulos” da Apple

Como um rótulo nutricional normal que lista ingredientes e conteúdo calórico, esses “rótulos” de privacidade devem dar uma ideia melhor do que está acontecendo dentro de um aplicativo antes de baixá-lo da iOS App Store ou Mac App Store. 

Os rótulos vão listar as informações que um aplicativo coleta e as apresentará visualmente na página do aplicativo, da mesma forma que olhar o verso dos rótulos em um supermercado. Esses marcadores incluirão informações de contato, localização, histórico de navegação, compras e outros identificadores. Os detalhes serão publicados de forma clara e visual de uma maneira fácil de entender.

No mais, enquanto os desenvolvedores são obrigados a divulgar estas informações para continuar lançando e atualizando os aplicativos, todas as informações fornecidas pelos desenvolvedores serão reportadas, o que ainda pode impedir fraudes.

As exigências 

O site da Apple Developer adverte que os desenvolvedores serão obrigados a divulgar todas as informações que eles e seus parceiros de terceiros coletam e manter seus “rótulos” atualizados.

ex: Se a funcionalidade do GPS for removida do aplicativo, um novo rótulo terá que refletir isso.

A Apple oferece algumas exceções quando essas divulgações de rótulos são opcionais, mas o importante é saber que se um aplicativo pretende rastreá-lo de forma consistente, você saberá disso antes que esteja no telefone.

Privacidade do usuário Apple

Fornecer estas informações é uma maneira mais fácil de manter os usuários informados sobre como exatamente seu telefone está sendo usado para rastreá-los.

A Apple já gerência intensamente as permissões dentro dos aplicativos, mas estas etiquetas podem ser uma linha de defesa ainda mais antiga. Os desenvolvedores podem começar a submeter as informações de seus aplicativos antes de 8 de dezembro.

Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil

No Brasil a LGPD já está em vigência e regulamenta o tratamento de dados pessoais, desde a coleta até sua exclusão. Ela irá exigir das empresas uma mudança de cultura em relação a forma em que até então vinham tratando os dados pessoais dos titulares. 

A lei incluiu um rol de direitos aos titulares dos dados que deverão ser observados, principalmente quando envolvem a publicidade e o uso de informações de contato. Isso faz com que toda e qualquer empresa, que de alguma forma colete dados, tenha que se adequar e se manter em conformidade com a LGPD. É uma questão que vai além da burocracia, pois estar em adequação é também se mostrar uma empresa confiável para seus clientes e demais parceiros. 

Uso Aplicativos no Brasil 

Não é nenhuma novidade dizer que os aplicativos de celulares já fazem parte do dia a dia das pessoas. É raro encontrar alguém que não faça uso de redes sociais como o WhatsApp ou o Facebook, ou mesmo outros aplicativos para organizar e agilizar a rotina. E isso vale também para a realidade empresarial.

A cada dia diferentes empresas investem nesse tipo de tecnologia para gerar benefícios, seja para criar relacionamento com o cliente ou mesmo para aperfeiçoar a interação entre seus profissionais. 

Com um aplicativo próprio, você pode não somente melhorar a navegação por parte do cliente, mas também direcioná-lo de maneira mais clara às soluções e oportunidades que a sua empresa oferece, podendo assim, gerar novos negócios e fidelizar esses consumidores.

Ao baixar seu aplicativo e fazer o cadastro para acessá-lo futuramente, o seu cliente fornece dados que podem ser preciosos para a estratégia das empresa. Com um trabalho de inteligência adequado também é possível mapear o comportamento do consumidor e desenvolver soluções mais voltadas para os seus reais interesses. Esse é um passo importante para conseguir a tão desejada fidelização. E a melhor forma de isso acontecer é através de aplicativos mobile, onde a informação chega quase instantaneamente aos seus usuários. 

A TIC Domicílios realizou uma pesquisa em 2019 que revelou que 58% dos brasileiros que acessam a internet usam exclusivamente o celular. O País conta com 134 milhões de usuários da rede, o que representa 74% da população com 10 anos de idade ou mais. 

O aparelho celular aparece como um grande fator de inclusão. Na classe DE, 85% da população que acessa a internet o faz exclusivamente por esse tipo de dispositivo móvel. Quanto a faixa etária, os internautas adolescentes e idosos são os que mais usam exclusivamente o celular, com 65%. Entre essas duas faixas, o uso exclusivo do aparelho móvel é de 56%.

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