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3 coisas que você precisa saber sobre o jornalismo de dados

O jornalismo não é uma atividade estática. Afinal, precisa se adequar a novos meios para garantir sua sobrevivência e o interesse do público. Antigamente, os jornais impressos imperavam, enquanto hoje dão lugar às mídias digitais, por exemplo.

Nesse contexto, destaca-se o jornalismo de dados. Trata-se de uma atividade que está em alta e que pode ser útil para que os veículos de comunicação tenham ainda mais destaque.

Quer compreender melhor esse assunto? Então, acompanhe este post. A seguir, apresentamos três fatos que você precisa conhecer sobre o jornalismo de dados. Confira!

1. O que é o jornalismo de dados e como ele surgiu?

Embora seja uma tendência recente, seu conceito é bastante antigo. Por volta de 1858, por exemplo, a enfermeira britânica Florence Nightingale publicou o livro “Notes on nursing”. Nele, ela apresentava gráficos multicoloridos para demonstrar a relevância das medidas sanitárias para salvar as vidas dos feridos em guerra.

Antes disso, em 1821, foi publicada a primeira edição do jornal The Guardian. E ela trouxe uma cobertura completa com uma tabela que apresentava os custos e a capacidade de alunos de todas as escolas de Manchester.

Ou seja, o jornalismo de dados é aquele em que são utilizadas estatísticas e outras informações que dão base para a formulação de reportagens. Além disso, ele proporciona um conteúdo mais rico e instigante para o leitor.

2. Como é desenvolvido o jornalismo de dados?

Para desenvolver conteúdos a partir de dados, o jornalista precisa levar em consideração uma série de fatores. Veja os principais deles a seguir!

Fazer a análise de dados

Por mais que isso pareça óbvio, é preciso que os dados sejam corretamente analisados. Deve-se entender que essas informações (quando brutas) não dizem nada, mas a análise feita sobre elas permite a construção de conteúdo relevante.

Conte com ferramentas e profissionais de programação e matemáticos

Para fazer a mineração de dados, hoje em dia, é recomendável usar ferramentas tecnológicas de apoio, como o Google Trends, por exemplo. Além disso, profissionais de tecnologia da informação (TI), como programadores e matemáticos, podem colaborar com o jornalista para que os dados sejam corretamente coletados e mensurados.

Desenvolva uma apresentação criativa e detalhada

Quando os dados forem inseridos na reportagem, é importante que apareçam em forma de gráficos criativos e detalhados. Assim, eles podem ser bem visualizados e interpretados pelos leitores.

Nos portais de notícias on-line é possível inovar e fazer apresentações multimídia. Dessa forma, o usuário pode interagir e clicar em diferentes áreas para ter acesso a conteúdos específicos, por exemplo.

3. Quais são as principais tendências de big data na área?

A ascensão das redes sociais trouxe muitas contribuições para o jornalismo. Apesar disso, ela coloca em xeque sua credibilidade, graças à ampla divulgação de fake news. Com o big data, é possível reverter esse quadro.

A ideia é que os dados sejam apurados com mais detalhe de modo a permitir que os jornalistas produzam materiais ricos com base em informações reais. E isso vai diferenciar os bons e os maus jornalistas.

O jornalismo de dados já tem uma trajetória longa nos meios de comunicação. A diferença é que, agora, ele tem se fortalecido como nunca e é uma forte tendência para o futuro.

Quer aprender mais sobre esse assunto? Então, continue com a gente e leia o post “A importância da proteção de dados no jornalismo”.

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